Representantes de comunidades indígenas participaram, nos dias 1º e 2 de agosto, de um encontro de formação realizado em Uruçuí para discutir os principais desafios enfrentados pelos povos originários no Cerrado piauiense. A atividade reuniu 102 participantes e promoveu debates sobre direitos territoriais, conflitos fundiários e propostas para o fortalecimento das comunidades.

De acordo com o diretor de Povos Originários da Superintendência de Igualdade Racial e Povos Originários da Secretaria da Assistência Social, Trabalho e Direitos Humanos (Sasc) e representante da Apoinme no Piauí, cacique Henrique Manoel, o encontro foi marcado por trabalhos em grupo, nos quais os participantes apresentaram demandas, dificuldades e perspectivas para o futuro das comunidades indígenas.

Segundo ele, as propostas debatidas durante a formação serão reunidas em um relatório elaborado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), que servirá de base para encaminhamentos relacionados às demandas apresentadas pelas comunidades do sul do estado.

“Foi um trabalho muito importante, porque conseguimos ouvir as comunidades, discutir os desafios enfrentados pelas famílias e construir propostas de forma coletiva. Também debatemos os impactos do agronegócio e os conflitos envolvendo os territórios indígenas”, afirmou Henrique Manoel.

Entre os assuntos discutidos também esteve a situação da comunidade indígena de Toco Preto, que aguarda definições sobre a regularização de seu território. Segundo o cacique, as famílias permanecem na área enquanto esperam providências dos órgãos competentes e defendem o reconhecimento do território como terra indígena. Ele destacou ainda que as discussões do encontro buscaram fortalecer a organização das comunidades e ampliar o diálogo sobre a garantia dos direitos dos povos originários no Cerrado piauiense.

Por: Redação

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